Se o meu povo

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Em março deste ano, através da profetisa Cindy Jacobs, Deus trouxe uma palavra profética ao Brasil que ganhou grande repercussão. Ela foi recebida com muita alegria pelos crentes e propagada em massa nas redes sociais. E com razão. O que Deus nos disse é realmente maravilhoso.

Mas, conforme essa profecia circulou pela internet, tive uma impressão particular que me incomodou. Parecia que todo mundo só ouvia uma parte do que Deus disse.

“É o meu desejo abater o principado da corrupção e o principado da miséria”.

O vídeo que registra a doutora Cindy liberando essa profecia tem quase três minutos de duração. E, de tudo o que Deus disse naquela ocasião, só uma frase tem repercutido.

Honestamente, quando assisti a essa filmagem pela primeira vez, minha sensação não foi de alegria. Peço perdão se isso não soa muito cristão. Mas meu sentimento primário foi de temor.

No dia em que aquela profecia foi liberada, Deus falou muito mais sobre a responsabilidade da Igreja Brasileira do que sobre as coisas que Ele pretende fazer. Como acontece com todas as palavras proféticas legítimas, as promessas que Deus trouxe estão condicionadas, pendentes da ação da Igreja. Meu pai mesmo ensina que toda profecia é condicional; Deus fará se o homem ou quando o homem.

Antes de nos prometer alguma coisa naquela ocasião, o Senhor disse claramente:

“Estou dando ao Brasil uma segunda chance”.

Isso não é assustador? Uma segunda chance.

Não quero, de modo algum, ser pessimista a respeito do que Deus está nos falando. Mas uma Igreja madura não poderá apenas festejar com as promessas do Senhor sem acatar as responsabilidades que Ele nos confere.

Vamos imaginar uma profecia diferente. “Vocês têm sido maus. Mas, se vocês se arrependerem, eu vou abençoá-los”. Ao ouvir algo desse gênero vindo do Senhor, será que a reação mais apropriada seria festejar porque Ele vai nos abençoar? Não seria mais sábio atender à condição da promessa e entrar em arrependimento?

Recentemente, meu pai começou a mencionar essa profecia em alguns de seus sermões, e é isto que ele tem feito questão de esclarecer: se Deus está nos dando uma segunda chance, é porque perdemos a primeira! Portanto, não é hora apenas de se animar com as promessas, mas é hora de rasgar o coração.

Irmãos, o nosso discurso, como ministério a serviço do Corpo de Cristo, é baseado na graça de Jesus. Mas isso não anula nenhuma responsabilidade que Deus nos dê.

Em julho de 2010, Deus trouxe uma terrível palavra ao meu pai, Dawidh Alves, que ele entregou à Igreja Brasileira em uma conferência com a apóstola Neuza Itioka. O Senhor nos alertava, dizendo que o Brasil estava prestes a perder o tempo de sua visitação. Agora, em 2013, Deus nos traz esta triste notícia: de fato, nós perdemos o nosso momento.

É tremendo que o Senhor, em sua imensa graça, queira dar ao Brasil uma segunda chance para o avivamento. Isto é um favor gigantesco! Mas agora ainda não é hora de festejar. É hora de ouvir e responder ao que o Senhor disse que devemos fazer para que a bênção dele venha num futuro próximo.

Mitch Alves

 Foto: Camila Alves

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O Ministério Tabernáculos é uma associação cristã interdenominacional a serviço do Corpo de Cristo. Trabalhamos com adoração, ensino e assistência social. Queremos o Brasil transformado pelo Reino de Jesus Cristo. Tudo é para Ele.

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  1. Jejum nacional | Blog do Tab - outubro 2, 2013

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