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Se o meu povo

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Em março deste ano, através da profetisa Cindy Jacobs, Deus trouxe uma palavra profética ao Brasil que ganhou grande repercussão. Ela foi recebida com muita alegria pelos crentes e propagada em massa nas redes sociais. E com razão. O que Deus nos disse é realmente maravilhoso.

Mas, conforme essa profecia circulou pela internet, tive uma impressão particular que me incomodou. Parecia que todo mundo só ouvia uma parte do que Deus disse.

“É o meu desejo abater o principado da corrupção e o principado da miséria”.

O vídeo que registra a doutora Cindy liberando essa profecia tem quase três minutos de duração. E, de tudo o que Deus disse naquela ocasião, só uma frase tem repercutido.

Honestamente, quando assisti a essa filmagem pela primeira vez, minha sensação não foi de alegria. Peço perdão se isso não soa muito cristão. Mas meu sentimento primário foi de temor.

No dia em que aquela profecia foi liberada, Deus falou muito mais sobre a responsabilidade da Igreja Brasileira do que sobre as coisas que Ele pretende fazer. Como acontece com todas as palavras proféticas legítimas, as promessas que Deus trouxe estão condicionadas, pendentes da ação da Igreja. Meu pai mesmo ensina que toda profecia é condicional; Deus fará se o homem ou quando o homem.

Antes de nos prometer alguma coisa naquela ocasião, o Senhor disse claramente:

“Estou dando ao Brasil uma segunda chance”.

Isso não é assustador? Uma segunda chance.

Não quero, de modo algum, ser pessimista a respeito do que Deus está nos falando. Mas uma Igreja madura não poderá apenas festejar com as promessas do Senhor sem acatar as responsabilidades que Ele nos confere.

Vamos imaginar uma profecia diferente. “Vocês têm sido maus. Mas, se vocês se arrependerem, eu vou abençoá-los”. Ao ouvir algo desse gênero vindo do Senhor, será que a reação mais apropriada seria festejar porque Ele vai nos abençoar? Não seria mais sábio atender à condição da promessa e entrar em arrependimento?

Recentemente, meu pai começou a mencionar essa profecia em alguns de seus sermões, e é isto que ele tem feito questão de esclarecer: se Deus está nos dando uma segunda chance, é porque perdemos a primeira! Portanto, não é hora apenas de se animar com as promessas, mas é hora de rasgar o coração.

Irmãos, o nosso discurso, como ministério a serviço do Corpo de Cristo, é baseado na graça de Jesus. Mas isso não anula nenhuma responsabilidade que Deus nos dê.

Em julho de 2010, Deus trouxe uma terrível palavra ao meu pai, Dawidh Alves, que ele entregou à Igreja Brasileira em uma conferência com a apóstola Neuza Itioka. O Senhor nos alertava, dizendo que o Brasil estava prestes a perder o tempo de sua visitação. Agora, em 2013, Deus nos traz esta triste notícia: de fato, nós perdemos o nosso momento.

É tremendo que o Senhor, em sua imensa graça, queira dar ao Brasil uma segunda chance para o avivamento. Isto é um favor gigantesco! Mas agora ainda não é hora de festejar. É hora de ouvir e responder ao que o Senhor disse que devemos fazer para que a bênção dele venha num futuro próximo.

Mitch Alves

 Foto: Camila Alves

Os jovens… Sempre os jovens!

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Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o maligno” (I João 2.14 b – NVI).

Que força é essa, presente no homem em sua juventude? O apóstolo João a viu como suficiente para enfrentar e vencer o inimigo.

Você já notou que, em todo o mundo, manifestações como as que vemos agora no Brasil, que mudaram realidades políticas, sociais e culturais, sempre foram idealizadas, abraçadas e conduzidas por jovens?

Poderes e estruturas governamentais não resistiram, renderam-se ou tombaram diante do poder da juventude, em toda a História, em muitas nações, em épocas e contextos dos mais diferentes.

A beleza dos jovens está na sua força” (Provérbios 20.29).

Que poder é esse? Não sei ao certo. Não com absoluta certeza!

Mas, uma coisa, sei! Se esse poder é capaz de vencer o maligno, como define o Apóstolo do Amor, certamente ele vem de Deus!

Em face dos presentes protestos que mobilizam e colocam tantos jovens nas ruas de nossa nação, comecei a orar sobre o assunto e a me lembrar de palavras proféticas que o Senhor concedeu através de mim e de outros profetas. Foi então que entendi que esta é a hora de nossos jovens saírem também às ruas. É hora de se manifestar a nova geração apontada pelo Espírito como aquela que fechará a História com a “Glória da Segunda Casa”.

A força dos jovens pode mudar realidades sociais, culturais e políticas, mas só a força da juventude não é suficiente para enfrentar realidades espirituais que precisam ser confrontadas.

Reveja nosso texto-base. Note como a força jovem que derrota o maligno foi ativada pela Palavra do Senhor.

… em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o maligno” (I João 2.14 b – NVI).

Sim, vem de Deus a força dos jovens. Mas somente quando é acrescida do poder de Sua Palavra é que ela pode derrotar satanás.

Forças malignas que atuam na política, na economia, no governo das nações, etc., só podem ser derrotadas por jovens que atuem sujeitos e movidos pelos princípios da Palavra de Deus por Ele estabelecidos.

Protestos como os atuais são manifestações legais que refletem a insatisfação e os anseios por mudanças de um povo que despertou para seus direitos e cansou de ser tratado como insignificante.

Vemos com temor que, por conta da violência e do vandalismo de uma minoria irresponsável e oportunista, tudo pode dar em nada ou mesmo tomar rumos indesejáveis.

… encoraje os jovens a serem prudentes” (Tito 2.6).

Toda verdade terrena tem um paralelo espiritual. Sei que, se jovens cristãos, cheios da Palavra, discernirem o momento, o recado de Deus através das recentes manifestações, e o ardente desejo das nações pela manifestação dos filhos de Deus, essa força jovem pode derrubar principados e potestades espirituais, trazendo uma real e transformadora visitação divina à nossa nação.

“Como agir?”, talvez alguns pudessem perguntar. E espero que estejam perguntando!

… ‘Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 46 b).

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra” (II Crônicas 7.14).

De acordo com a Palavra, devemos permitir que o Espírito Santo nos mova e capacite, nos guiando em arrependimento, oração e busca de Deus, para que haja resposta divina, perdão, conversão e transformação.

É por isso tudo que estamos convocando jovens cristãos de todo o Brasil para orarmos em unidade, pelas ruas de nossas cidades, em clamor por um verdadeiro avivamento.

Dia 13 de julho, às 15 horas, iremos sair para as ruas, vestidos com as cores da bandeira brasileira, e nos ajoelharemos diante do Senhor. Nós nos humilharemos buscando Sua face, Seu perdão em favor do Brasil, a conversão de nosso povo e dos rumos do País, clamando por transformação, por avivamento.

Se você é pastor, bispo, apóstolo, líder estabelecido por Deus, por favor, junte-se a nós e mobilize seus jovens em sua cidade. Será um imenso privilégio, para nós, ter a companhia de vocês neste sonho de Deus.

Se você é jovem, o Brasil precisa de você agora! Este é um bom momento para a manifestação dos filhos de Deus!

Venham conosco. Vamos orar nas ruas!

Até o presente momento, temos mobilizações garantidas em 21 cidades de 10 estados. Cremos que este número ainda crescerá. Em breve, teremos a lista de cidades e endereços dos encontros em cada uma delas em nosso site: http://www.tabbrasil.org.

Esperamos que a Igreja de Cristo no Brasil tome as ruas e os Céus da nossa nação!

O Senhor me disse: “Se o gigante despertou, a Igreja não pode permanecer adormecida”. E ainda mais: “O avivamento virá de fora para dentro. Das ruas para os templos. Coloquem meu povo nas ruas. Coloquem minha Igreja pra fora dos templos”.

Eu creio que o tempo de um genuíno avivamento é chegado! Uma geração de “Joães Batistas” deve começar a preparar o caminho do Senhor!

Vamos mover pelo Espírito e na Palavra! Conto com você!

Jesus te abençoe, desperte e use!

Com amor, pelo Reino e pelo Brasil,

Dawidh Alves
Servo de Cristo.

Calando a Babilônia com o som do Céu

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“Então um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho, lançou-a ao mar e disse: “Com igual violência será lançada por terra a grande cidade da Babilônia, para nunca mais ser encontrada. Nunca mais se ouvirá em seu meio o som de harpistas, dos músicos, dos flautistas e dos tocadores de trombeta. Nunca mais se achará dentro de seus muros artífice algum, de qualquer profissão. Nunca mais se ouvirá em seu meio o ruído das pedras de moinho. Nunca mais brilhará dentro de seus muros a luz da candeia. Nunca mais se ouvirá ali a voz do noivo e da noiva. Seus mercadores eram os grandes do mundo. Todas as nações foram seduzidas por suas feitiçarias. Nela foi encontrado sangue de profetas e de santos, e de todos os que foram assassinados na terra” (Apocalipse 18.21 a 24).

Desde o princípio, sempre houve guerra pela adoração do homem. Ao cair, aquele que havia sido “Portador de Luz”, passou a dedicar seus dias, esforços e existência a uma desesperada e ilimitada busca pela adoração do homem. Onde quer que se manifestem, ele e seus seguidores sempre exigem algum tipo de adoração, seja em forma de oferendas, de sacrifícios ou de alguma outra forma qualquer.

A compreensão desse fato é suficiente para podermos afirmar que há poder na adoração. Assim também fica claro que o inimigo de nossas almas sabe disso e deseja alimentar-se dessa fonte para possuir e usar esse poder.

No texto bíblico apresentado acima, encontramos uma declaração divina de juízo sobre a Babilônia e, dentre as consequências do juízo de Deus, vemos que a música dela será calada (verso 22). Mas por que Deus se preocuparia com a música babilônica? Sabemos que a Babilônia foi a capital da Suméria, na antiga Mesopotâmia, região onde atualmente se encontra o Iraque. O significado de seu nome é discutível, mas os judeus afirmam que sua origem é hebraica e que, derivando de “Babel”, significa “confusão”.

A Babilônia se tornou império e fez história, principalmente com o Rei Nabucodonosor, mas seu primeiro rei foi Hamurabi, o mesmo que criou a divisão do dia em 24 horas e da hora em 60 minutos. Biblicamente, a Babilônia representa um sistema místico e diabólico que afronta a Deus e Seus princípios. Este sistema tem suas ações ligadas à feitiçaria, idolatria e sedução, e oferece forte resistência ao ministério profético (verso 24).

De forma impressionante, no Livro das Revelações (Apocalipse), a Babilônia é destinada ao juízo divino de forma profética, lançando o Senhor grande confusão sobre ela e determinando um tempo para sua completa destruição. Além disso, o cumprimento da profecia em seu devido tempo, como já vimos, também fará cessar sua música. Isso porque, com toda certeza, parte do poder desse sistema maligno, vem de sua música.

Quando usada em função da idolatria, feitiçaria e sedução, a música, que nasceu em Deus e foi criada para Seu louvor e adoração, foge de seu propósito, tornando-se profana. E assim como a adoração santa está ligada ao poder do Deus Santo, a adoração profana alimenta o poder do sistema babilônico.

É isso que vemos ocorrer no carnaval. A música dessa festa carnal é sedutora e toda a sua celebração está ligada à idolatria e feitiçaria. Razões pelas quais entendemos que o carnaval é a maior festa profana de toda a Terra e alimenta o poder maligno representado pela Babilônia. Anualmente as nações que celebram o carnaval são pactuadas com os poderes babilônicos, e inúmeros acontecimentos inexplicáveis que se dão ao longo do ano estão intimamente ligados a esta celebração, aos pactos que se renovam durante ela e, porque não dizer, à música que lhe serve de base.

Na profecia apocalíptica, é possível discernir que o fim do poder desse sistema maligno está intrinsecamente ligado ao fim da sua música. Esse é o motivo pelo qual, há dez anos, temos nos dedicado com empenho e incansável esforço para tentar conscientizar a Igreja de Cristo na nação brasileira para não deixar a cidade durante o período das celebrações profanas do carnaval. Entendemos que, se houver um som santo, mais intenso, por mais tempo, e mais poderoso do que o som profano da música babilônica, subindo ao Céu e cobrindo a nossa nação no período de carnaval, a música da adoração santa anulará o poder liberado sobre o País pela adoração profana.

A palavra que recebemos de Deus para convocarmos a Igreja e mobilizarmos a adoração ao Senhor Jesus no período de carnaval se definiu, para os que entendem essa guerra de altares e de adoração, como Santa Convocação. Um tempo para unir os adoradores do Grande Rei e os intercessores para levantarmos em unidade os Altares de Adoração Santa ao Único Deus Santo e Digno, Jesus Cristo, cobrindo o Brasil e proclamando vida, salvação e a derrota dos poderes do sistema babilônico.

Queremos um Brasil livre das influências da feitiçaria, da idolatria e da sedução. Afinal, “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33.12)! Desejamos ver o nosso país sendo abençoado e transformado pela graça, bondade, misericórdia, amor e poder do Deus Eterno. Para tanto, seguimos convocando Seus filhos, Seus adoradores e intercessores a se unirem com o fim de levantarmos a adoração santa, que é capaz de fazer calar o poder da música da Babilônia.

No livro de Isaías, a Palavra de Deus nos mostra que, noutra situação, e em relação a uma das muitas guerras de Israel, Ele, o Senhor, castigaria Seu inimigo ao som da música em Seu louvor.

“Cada pancada que com a vara o Senhor desferir para a castigar será dada ao som de tamborins e harpas, enquanto a estiver combatendo com os golpes do seu braço” ( Isaías 30.32).

O que fica evidente aqui é que há poder na música de louvor ao Rei da Glória, suficiente para determinar a derrota de Seus adversários. Sendo assim, na guerra de adoração, guerra de altares, a vitória da música santa é previamente definida sobre a música da Babilônia.

Que flua a adoração viva ao Deus da vida, e que haja vida para a nação brasileira, que é chamada por Ele para ser uma nação adoradora do Senhor Jesus Cristo. Saiba-se isso em toda a Terra! Que se cale o som da Babilônia, que caia por terra o seu poder, ao som do povo que conhece os vivas de júbilo, que ecoam dos que adoram a Jesus Cristo em Santa Convocação!

Dawidh Alves

[Foto por Joao Paulo Murabah]

O que tem mais valor?

TragŽdia em Santa Maria. Boate Kiss.

Mas Deus disse a Jonas: “Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?” Respondeu ele: “Sim, tenho! E estou furioso a ponto de querer morrer”. Mas o Senhor lhe disse: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu. Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil PESSOAS que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?” (Jonas 4.9 -11)

Desde o momento em que soube da tragédia que sobreveio à cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tenho estado com meu coração consternado.

Tenho orado sobre o assunto, pelas famílias que perderam seus amados, pela cidade que se viu envolta nas densas nuvens do luto repentino, pela Igreja de Cristo na localidade, a fim de que tenha graça para amar, consolar e auxiliar as famílias nesse momento de dor indescritível. Não somente isso, mas também tenho tentado mobilizar nosso ministério, nossos discípulos, filhos ministeriais, amigos e até os seguidores nas redes sociais, para tentar cooperar de alguma forma em meio ao momento de profunda tristeza.

Posso parecer oportunista. Podem me confundir com um aproveitador que, nessa hora, busca fazer algo que lhe traga alguma recompensa, ainda que meramente humana e passageira, como projeção pessoal, por exemplo. Porém, o que me move é o sentimento de um coração entregue a Deus e que não se conforma em apenas assistir ao noticiário e contemplar tudo à distância.

Creio que Cristianismo é mais, muito mais que mera religião! Cristianismo é um estilo de vida, adotado por quem quer seguir, servir, adorar a Cristo e se parecer com Ele, imitando-O em toda Sua forma de pensar, sentir, falar, agir e viver.

Tão-somente pelo fato de ser cristão, não consigo participar de tudo como mero espectador. Acredito que nosso Senhor, Jesus Cristo, destilava amor, misericórdia, bondade e compaixão, dentre tantas outras virtudes, não apenas por ensinar com graça, sabedoria e autoridade, e por fazer milagres com poder, mas também porque se importava e se envolvia com a dor dos que sofriam. Seu exemplo é suficiente para me fazer agir!

Além disso, parte de meu ministério, de meus recursos, esforços e de minha vida, têm sido dedicados aos jovens nos últimos anos. Simplesmente porque acredito que esta é a geração mais brilhante e extraordinária que o mundo já conheceu e, portanto, a que mais precisa de um real e transformador encontro com Deus.

Nossos jovens têm sido alvo de toda a fúria do império das trevas, com suas ciladas e poderosa sedução, tratando de levá-los, com os prazeres e facilidades do presente século, cada vez para mais longe do conhecimento da Vida e do Amor verdadeiros.

O Amor e a Vida não se deixam conhecer e no que podemos alcançar antes que a gente tenha desistido de buscá-los em qualquer coisa e venha a se entregar, e a reconhecer que Amor e Vida são mais que experiências, prazeres, sentimentos, diversão ou emoções. O Amor e a Vida são uma Pessoa que a gente só conhece e experimenta por completo quando se rende totalmente.

Creio que essa geração de crianças, adolescentes e jovens, que estamos vendo crescer e se perder, é capaz de mudar o mundo, se conhecerem Aquele que pode mudá-los. E é isso que o adversário procura impedir.

A tragédia de Santa Maria comoveu meu coração. Centenas de príncipes e princesas tiveram suas vidas interrompidas mesmo antes de as terem descoberto. Eram príncipes e princesas e não sabiam!

Em meio a tantas perguntas, muitas das quais ficarão sem respostas, em meio a tantas críticas, buscas por culpados, etc., algumas das questões que mais me deixaram em choque foram a indiferença e a falta de sensibilidade demonstradas por alguns crentes. Nossa falta de amor, misericórdia, compaixão e empatia me fazem pensar: O que é que tem mais valor?

Na experiência do profeta Jonas, vemos que seu coração achava-se completamente fechado para a possibilidade de Deus salvar uma cidade que ele julgava indesculpável e merecedora da destruição anunciada.

Jonas se encontrava confortável em sua posição de salvo. Ele era parte do povo escolhido e não se importava com os demais povos da Terra. Ao contrário, Jonas acreditava com todas as suas forças que os habitantes de Nínive, uma cidade mergulhada em malícia, desprovida de moral e bons costumes, mereciam morrer, assim como os de Sodoma e Gomorra, quem sabe.

Este profeta sincero, porém egoísta, absolutamente equivocado, e ignorante do profundo amor e da misericórdia divina, recusou-se a anunciar o perdão e a salvação a um povo pecador aos seus olhos, mas que era amado por Deus.

No final de seu livro, Jonas relata que aprendeu a maior de todas as lições que seria repetida pelo Senhor Jesus Cristo, milênios mais tarde.

Quando o profeta se aborreceu com a morte de uma planta que Deus fez nascer e não preservou, o Senhor lhe abriu os olhos para perceber que a vida do ser humano tem muito mais valor para Ele, e que esta, sim, deve ser preservada de todas as formas possíveis, ainda que contrariando toda a lógica humana, as diferenças culturais, opiniões e julgamentos pessoais, e a religião!

Para o Senhor Deus, a vida das pessoas em Nínive era valiosa e estava acima do peso de seu estilo de vida pecaminoso. Afinal, aquelas pessoas não sabiam sequer distinguir a mão direita da esquerda; ou seja, o certo do errado.

O orgulho religioso fez alguns de nós ignorarmos, em nossos comentários, a importância das vidas dos jovens que se foram no incêndio da boate em Santa Maria. Alguns esqueceram que, se aqueles jovens estavam lá, talvez seja porque nós, fechados em nossa arrogância evangélica, em nosso preconceito religioso, não saímos de nossa zona de conforto, de nosso seguro “status” de salvos, para ajudá-los a discernir entre o bem e o mal.

Talvez alguns daqueles jovens de futuro interrompido abruptamente pudessem ainda estar vivos, se nós, cristãos brasileiros, estivéssemos vivendo em amor, compaixão, misericórdia e bondade verdadeiros. Se estivéssemos vivendo o Cristianismo verdadeiro que reflete Cristo em todas as Suas virtudes e características, em vez de nos separarmos em nossas convicções denominacionais e religiosas, tão diferentes umas das outras.

Talvez alguns daqueles jovens insubstituíveis – ou todos eles – ainda estivessem vivos se aprendêssemos mais rápido a lição que Jonas aprendeu bem tarde: Deus ama as pessoas. Ele ama vidas. Ele ama a todos indiscriminada e intensamente! Ele as ama o suficiente para morrer por elas!

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos (João 15. 13).

Se aprendermos essa lição, talvez sejamos capazes de aprender outras duas. A primeira é esta:

“Mestre, qual é o grande mandamento na lei?” Respondeu-lhe Jesus: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22 .36 – 39).

E esta é a segunda:

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos (I João 3.16).

Finalizando, oro para que Deus nos ajude a entender, de uma vez por todas, que vidas valem mais que coisas, e que a vida do próximo vale mais que a nossa.

Jesus os abençoe.

Dawidh Alves

Como obedecer a Deus quando não o entendemos

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“Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a Palavra na província da Ásia. Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu” (Atos 16.6-8).

Não é nada incomum surgirem situações capazes de confundir nossas mentes. Mesmo os que ouvem a Voz de Deus podem ficar, por vezes, sem entender as orientações que lhes são dadas pelo Altíssimo.

O apóstolo Paulo e seus companheiros, em mais uma de suas jornadas mundo afora, tinham em seus corações as mais puras intenções. Seu único objetivo era apresentar o Evangelho da Salvação em Jesus Cristo, por onde quer que lhes fosse possível, estabelecendo igrejas vivas por meio do conhecimento da Palavra, em todas as partes.

Por duas vezes, porém, o Espírito Santo os impediu de atingir seu nobre objetivo. Isso mesmo! Você deve ter percebido no texto bíblico que foi o próprio Espírito Santo que os impediu de anunciar o Evangelho na Ásia e na Bitínia. Curioso, não?

É óbvio que o Espírito Santo nada tem contra essas regiões e muito menos contra a pregação da Palavra. Então, por que impediu Seus servos de irem a estes lugares e de anunciar Jesus ali?

Bem, é aqui que encontramos o “X” da questão!

O que realmente importa não é o motivo que levou o Senhor a impedir Seus ministros de atingirem o alvo por eles estabelecido. O que conta é que, se seguimos com a leitura do texto sagrado, veremos, a seguir, que havia outro lugar a ser tocado – a Macedônia – onde vidas clamavam por socorro divino.

Durante a noite, Paulo teve uma visão na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: “Passe à Macedônia e ajude-nos” (Atos 16:9).

O que se deve entender aqui é que o Deus que tudo sabe e tudo vê nunca deve ser questionado, mas sempre obedecido. Ele conhece todas as coisas, pessoas, circunstâncias e realidades naturais e espirituais. Ele sabe onde seremos mais eficazes e frutíferos em nosso trabalho ou ministério.

Enquanto escrevo, ainda que tenha começado com a única intenção de edificar os leitores, agora sinto em meu espírito que estou escrevendo para alguém em especial. Ouça o Espírito Santo.

Sejam quais tenham sido as razões que levaram o Senhor a impedir aquela Companhia Apostólica de pregar nos lugares citados, não nos é possível ver, em nenhum momento, na narração de Lucas (que registrou as experiências da viagem), os discípulos questionando a Deus e Suas ordens.

O que nos é claro no texto é que Deus sabia onde aqueles homens cheios do Espírito seriam mais úteis. Ele conhece a realidade espiritual de cada cidade ou território e percebemos que a Macedônia estava melhor preparada. Havia pessoas ali clamando pela Palavra, por ajuda e salvação, e o Deus que sempre responde as orações (Sl. 66:20) decidiu atender-lhes as súplicas.

Um de nossos graves problemas, no cristianismo moderno, é que pouco ou quase nada sabemos acerca da Soberania Divina e, por esta razão, não é incomum vermos ou ouvirmos irmãos questionando ordens e direções do Senhor.

Temos sido afetados por certa arrogância espiritual que nos faz crer que temos direitos e que estamos em condição de exigir explicações de Deus. Queremos que Ele nos apresente Seus motivos, razões convincentes para que as consideremos e posteriormente decidamos se iremos ou não obedecê-lO. Isso nada tem a ver com fé e obediência! Deus não tem que se explicar. Deus é Deus!

Quando aprendemos a confiar n’Ele, mesmo sem entender nada, ainda que Suas respostas ou ordens contrariem nossos desejos, intenções, a razão, a lógica, a natureza ou ordem das coisas, ainda que confundam a todos e a nós mesmos, questionar nunca trará resultados e se tornará absolutamente desnecessário.

A confiança, a fé em nosso Senhor, nos leva a obedecer e a andar pelos caminhos por Ele indicados, sem medo, sem conflitos internos. Foi assim com Abrão para que este deixasse sua terra e família, lançando-se numa aventura sem volta, sem nenhuma direção previamente revelada. Foi assim com Moisés, para que este abrisse o mar e conduzisse o Povo Escolhido para o outro lado, livre de seus perseguidores, com um simples levantar de um pedaço de pau em suas mãos. Foi assim com os primeiros discípulos de Jesus, quando chamados para uma extraordinária e arriscada experiência de transformar o mundo, ouvindo d’Ele nada além de um simples chamado, sem nenhuma promessa, garantia ou explicação; nada além de um simples: “Segue-me”!

Poderia ainda percorrer toda a Bíblia apresentando lições de fé, mas creio que você já entendeu meu ponto: A fé não questiona; obedece!

Não entender pode até dificultar o crer, mas não deve gerar questionamentos nem impedir você de obedecer.

Os apóstolos foram impedidos de pregar onde queriam e isso parece sem sentido. Afinal, seus planos e intenções eram em favor da salvação de vidas que Deus ama; estavam servindo ao Reino e anunciando a Palavra, não envolvidos em assuntos pessoais. Mas os resultados a seguir mostram que Deus estava certo. Ele sempre está!

Em nosso ministério, recentemente vivemos mudanças direcionadas por Deus que não foram fáceis de entender. De fato, alguns não entenderam. Mas os que obedeceram, sem questionar e apenas crendo, estão vivendo as alegrias proporcionadas pelas mudanças. Outros até mesmo cresceram, chegando a se tornar líderes. Aleluia!

Não importa o que não entendemos agora. A fé e a obediência sempre asseguram o melhor de Deus à nossa frente!

Vença qualquer tentativa da dúvida, da insegurança, ou mesmo da arrogância espiritual, de quererem se instalar em seu coração. Vença crendo e obedecendo mesmo sem entender, certo de que Deus sabe tudo e sobre tudo o que é melhor para nós.

Crer sem questionar e obedecer por confiar são segredos para avançar e ultrapassar até os mais altos obstáculos (Mc. 11.22, 23).

Não tente entender tudo, mas aprenda a crer e a obedecer sempre!

Jesus te abençoe!

Um grande abraço,

Dawidh Alves

Sete dias na África

Você pode clicar nos endereços dos versículos que aparecem neste texto para ler o que eles dizem em outra página.

Quantos dias serão necessários para mudar a vida de uma pessoa? De coração, acredito que isso depende muito da resposta a outra pergunta: Quanto essa pessoa está disposta a mudar?

Sei que nada é capaz de mudar uma pessoa que não esteja aberta para transformações, mesmo que necessárias.

Entre o ensino e a prática dele, há uma ponte chamada “decisão”. E ninguém pode cruzar essa ponte por nós, nem mesmo nos forçar a atravessá-la. A prática do que ouvimos e experimentamos depende não só do aprendizado, mas também de uma real decisão de aprender e viver o que aprendemos!

No mundo e no tempo em que vivemos, muita gente parece ter se enrijecido tanto, que já não percebe o quanto precisa mudar.

Os dias são maus e a mente de muitas pessoas já está cauterizada o suficiente para não lhes permitir perceber sequer a verdade sobre si mesmas. Ainda que contemplem sua imagem todos os dias no espelho, não conseguem notar as imperfeições produzidas pelo distanciamento da simplicidade, da pureza, da inocência e da humildade.

Mesmo que outros lhes gritem aos ouvidos quanto se distanciaram dos valores e princípios de uma vida significativa, relevante e inspiradora, não são capazes de admitir que o orgulho, a ganância, a mesquinhez e o egoísmo os fizeram ser menos humanos e nada cristãos.

É preciso querer mudar para poder ser mudado. E isso exige insatisfação pessoal, desejo constante de amadurecimento, admissão de nossas falhas, debilidades, deficiências e imperfeições. Tudo isso é fruto de autocrítica, autoavaliação e disposição para o crescimento. Requer determinação de nos tornarmos pessoas melhores.

Nos dias atuais, o Evangelho tem sido banalizado, e não são poucos os que o têm usado como fonte de lucro e promoção pessoal, lamentavelmente.

Em nome da fé, de Deus ou apenas de nossos sonhos, desejos, vontades ou meros caprichos, parte da Igreja tem se deixado induzir ao consumismo barato. Sonhamos alto, queremos muito, desejamos tudo, e nunca nos satisfazemos.

Sonhamos com carros caros, roupas de grife internacional, bolsas de marcas renomadas, sapatos e jóias deslumbrantes, e isso para chamarmos a atenção, ostentando o que alguns chamam de sinais de prosperidade.

Esquecemos que o Evangelho genuíno nos chama para a cruz (Lucas 9.23), nos tira do foco, e centraliza Cristo em nós, que é a esperança da glória (Col. 1.27c). E, quando Cristo é o centro, o pobre, o carente e o necessitado são o alvo!

Como Igreja de Cristo, precisamos urgentemente voltar ao Evangelho simples, puro. Aos rudimentos elementares da fé cristã, aos princípios básicos da Sã Doutrina, aos conceitos e valores do Reino, onde o amor, a misericórdia e a compaixão movem nossos corações, motivam as boas obras e nos tornam pessoas melhores – cristãos verdadeiros, que se parecem com Cristo e vivem como Ele – morrendo em favor dos que, sem esperança, sem alternativas e sem perspectivas de dias melhores, esperam pela salvação que vem do Alto.

Quando entendermos, de fato e de verdade, os ensinos e o exemplo do Mestre (Fil. 2. 5-8) e decidirmos colocá-los em prática, nossas motivações, nossas ações e investimentos de tempo, de esforços, recursos, e de vida serão diferentes e estarão voltados aos que precisam, e não àquilo de que precisamos ou acreditamos precisar.

Durante sete dias na África, meus olhos puderam contemplar uma realidade desesperadora de miséria espalhada por todos os lados.

Sei que já vimos isso em documentários ou reportagens na TV, mas ver tudo isso in loco é algo que pode ser, para quem busca crescer e melhorar, uma experiência transformadora.

Enquanto dávamos treinamento para pouco mais de 20 pastores de uma missão que apoiamos em Moçambique, tive a chance de viver experiências que marcaram minha vida para sempre.

Numa visita a um posto de saúde, na região de Dondo, tive a oportunidade de ver pessoas marcadas pela dor, pela fome, e pelo sofrimento, à espera de atendimento médico e de medicamentos que nem sempre chegam.

Massacrados por doenças como malária e AIDS, mães e filhos espalhados pelo chão permitem ver que já não possuem sequer forças para espantar as moscas que pousam em seus rostos. A cena é deveras triste e este é apenas um exemplo do que se vê por ali todos os dias.

Diante de tanto sofrimento e miséria, é preciso ser forte para não sucumbir à depressão ante o sentimento desesperador de impotência que nos quer dominar.

Alguns missionários, tomados por estes sentimentos, deixam o campo missionário por se deixarem levar pela impressão de que não há o que se possa fazer.

Nenhuma ação política ou social poderia mudar tal realidade!

Só o poder do amor, da entrega de nós mesmos, frutos de Cristo em nós, da obra do Evangelho em nossas vidas, do operar do Espírito em nossos corações, com o poder de Cristo Jesus, são capazes de dar alguma esperança para uma multidão desesperada e desiludida neste nosso mundo carente e necessitado.

Somos mudados diante de condições tão diferentes da nossa própria realidade, pois por mais difícil que seja a nossa condição de vida, em nada se compara ao que se pode ver nas regiões pobres da África. Somos “forçados” a admitir que, graças a Deus, não sabemos o que é sofrer. Não conhecemos a miséria!

Ao mesmo tempo, somos abençoados por ver que podemos ajudar. Podemos nos doar e fazer, ainda que pouco, algo que pode ajudar ao menos alguns.

Com uma oferta mensal de R$ 480,00 (quatrocentos e oitenta reais), é possível sustentar um pastor com sua esposa e quatro filhos. Não é tanto. Não é impossível!

Sete dias na África me tornaram um pouco menos egoísta, um pouco mais humano e muito, muito mais consciente, graças a Deus.

Hoje, sei que posso fazer algo por mais alguns. E mais: sei que devo fazer mais do que antes pensava ser possível ou sentia ser necessário (Tiago 4.17 + I João 3.17).

Estamos vivendo dias em que o mundo clama. E a Igreja deve despertar-se novamente para a obra missionária. É tempo de frutificar, mais que nunca! É tempo de entender que, no último dia, só duas coisas vão contar: quanto de Cristo trazemos em nós mesmos, e quantos para Cristo levaremos conosco.

Se queremos ser mudados, comecemos por voltar nossos olhos para os lados, buscando encontrar os que precisam ser socorridos e os que podemos ajudar.

Ah, você não pode ir à África? Então, que tal o sertão nordestino?

Você quer ajudar? Você quer mudar, melhorar? Vivamos o verdadeiro cristianismo. Nele, o corpo é entregue, os braços são abertos, e o sangue é derramado. A vida é doada em amor (Rom. 12.1, 2 + João 15.13 + 1 João 3.16).

Jesus te abençoe, conscientize, e levante para abençoar outros. Shalom!

 Dawidh Alves

Mudanças

Já viu como tudo ao redor parece ter mudado nos últimos anos?

As pessoas, os costumes, os valores… O mundo está mudando.

Aqui estou eu, sentado numa praça de alimentação, almoçando cercado por pessoas tão diferentes umas das outras. E eu nem as conheço!

Lembro-me que o horário do almoço era sagrado, algo super familiar e quase que restrito, há alguns anos. Nenhum “estranho” se sentava à mesa com a gente. O mundo está mudando… Tudo está mudando.

Na mesa à minha esquerda, uma jovem senhora, visivelmente sem tempo, devora um sanduíche acompanhado de um refrigerante, sem pensar em quão saudável ou não é sua refeição.

Seu tempo está acabando e, em sua mente, só há espaço para pensar no tempo e no trabalho. Será que ela vendeu o suficiente? Atingiu sua meta mensal? Mas espere um pouco. Não é ela mesma (como toda boa mãe) que insiste em dizer aos filhos que eles devem se alimentar corretamente? As pessoas estão mudando… Tudo está mudando.

Do meu lado direito, um casal de idosos se diverte, dá boas risadas tirando fotos e fazendo vídeos com seus celulares de última geração. Os costumes estão mudando… Tudo está mudando.

Bem à minha frente, uma adolescente me olha com olhos de quem parece ter encontrado o amor, quando na verdade, nem ela mesma sabe que precisa e está em busca de um pai.

Como é? Uma menina, quase criança, se interessando por um homem adulto? Não faz muito tempo, isso era inconcebível. Agora, dizem ser normal, natural. Os valores estão mudando… Tudo está mudando.

Eu também mudei! Antes, não almoçava sem pensar num saboroso doce de sobremesa. Hoje, eles já não me atraem. Os carros que eu sonhava em possuir ontem, hoje já não me chamam a atenção. Coisas que nunca considerei como importantes, hoje são verdadeiros tesouros para mim (amigos verdadeiros e pra sempre, por exemplo).

Aquilo que não preocupava num passado não muito distante, hoje, consome meu tempo e toma a maior parte de meus pensamentos. E talvez, somente talvez, amanhã já não me preocupará mais. As prioridades estão mudando… Eu estou mudando.

Algumas coisas que me irritavam, hoje, já não incomodam mais. Algumas coisas pelas quais lutava ou que julgava essenciais, hoje, já não importam mais. Cenas que não cativavam meus olhares, agora são inevitáveis, como as de pessoas morrendo sem Cristo ao meu redor. Canções que, um dia, cantei sem emoção ou sem a devida atenção, hoje extraem lágrimas de meus olhos, mesmo sem que eu ouça sua melodia, bastando apenas eu observar suas letras. As emoções estão mudando… Eu estou mudando.

Aquilo que antes gostava de fazer e chamava de “passa-tempo”, hoje, já não me permito fazer, porque fiquei quase sem tempo para coisas mais produtivas e, sendo assim, sem tempo para deixar passar. O tempo está mudando… Eu estou mudando.

A vida está mudando. Isso não significa que eu já tenha me tornado perfeito, mas, diante de tantas mudanças ao meu redor, se eu não mudar, se não crescer, se não melhorar em algumas coisas, estarei deixando a vida escorrer pelos vãos de meus dedos.

A Palavra de Deus nos lembra que mudar é essencial para se transformar (Rm. 12.1-2) e que há um alvo sublime, um exemplo incomparável, um padrão a ser perseguido: Cristo (Ef. 4.13).

Para alcançá-lO, sem dúvida, não podemos estagnar, muito menos nos acomodar. É preciso refletir sempre, analisar a nós mesmos de quando em quando e decidir nunca, jamais desistir de ser como Ele.

Afinal, as pessoas, os costumes, os valores, o mundo está mudando… Tudo está mudando. Só Jesus não muda nunca. Ele é o mesmo ontem, hoje, e para sempre (Hb. 13.8)!

Por que Ele não muda nunca? Porque não precisa melhorar em nada. Ele é perfeito!

Sendo assim, mude hoje. Mudemos sempre!

Abraços e Shalom.

Dawidh Alves